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Em Tupi, Tietê significa "caudal, volumoso”.
Sua nascente, de aproximadamente 12 milhões de anos, brota por meio de três olhos d´agua -circundados por mata atlântica em plena recuperação desde seu desmatamento no século passado para uso agricola – a dois mil metros de altitude na Serra do Mar, separado apenas por 22 km do mar, que são compostos por encostas da serra que o empedem de alcançar águas marinhas por essa região. Como consequência, percorre 1130 quilômetros até a foz, no Rio Paraná na divisa com Mato Grosso, recebendo cerca de 5 mil afluentes e banhando 62 municipios. Seu encontro com a água salgada dá-se apenas na desembocadura do Rio da Prata, no limite entre Uruguai e Argentina. No total, as águas vagam mais de 5 mil km até o mar.
Antes da chegada dos portugueses no Brasil, os índios já o utilizavam como fonte de alimento, higiene e lazer.
Entre os séculos 16 e 17, o rio serviu como “estrada” para as monções (expedições fluviais) responsáveis pelo surgimento de povoados na área dos atuais estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Ele foi essencial para interiorização do país pelos bandeirantes.
Em 1700 já há relatos de exploração de ouro e ferro
1888 - O cultivo do café estava em alta, mas a partir dessa data, o uso de escravos era proibido. A alternativa foi a utilização de mão de obra europeia. A imigração acabou sendo também favorecida pela grave crise econômica que a Europa enfrentava. Além de um cultivo mais especializado, os imigrantes trouxeram a tradição da prática de esportes. O rio Tietê foi o local perfeito para competições e entretenimento.
No final do século 19 e no começo do século 20, era retirado barro do Tietê para a feitura de tijolos que construíam as casas e prédios na cidade de São Paulo, os tijolos eram armazenados nas margens.
1901 - A usina de Santana do Parnaíba era inaugurada, com alternadores capazes de abastecer as linhas dos bondes paulistanos, a iluminação das ruas e a população. Essas obras foram realizadas pela empresa canadense Light.
Neste mesmo ano, a empresa recebeu concessão para controlar os bondes paulistanos.
1906 - O Reservatório de Guarapiranga é construído para regularizar a vazão do rio para a usina, e evitar enchentes na capital. Não funcionou, e as águas continuavam a invadir as ruas.
1920 - A ideia de ignorar os meandros naturais do rio e convertê-lo em uma reta ganha força. O engenheiro sanitarista Francisco Saturnino de Brito, que foi o responsável pelo projeto, também quis mostrar a importância e necessidade da construção de represas no trecho anterior, acima de São Paulo, na direção de sua nascente. Estas últimas ideias foram descartadas.
1924 - Uma grande seca e um crescimento acelerado da cidade levaram a uma grande crise energética. A usina de Parnaíba funcionava com sua capacidade máxima. Com esse pretexto a Light pediu e obteve, em 1925, mais concessões para construção de represas no trecho do Rio posterior a São Paulo.
1925 - A empresa Light inicia a construção de represas logo após a cidade de São Paulo, exatamente o contrário proposto pelo engenheiro Brito. O contrato com a Light estendeu-se até 1970, quando foi encaminhado para os governos federal e estadual.
1950 - Com mais de 20 mil fábricas, São Paulo tinha feito do rio uma lata de lixo.
1972 - A primeira barragem é construída em Salesópolis, e tem seu uso voltado para o controle de cheias em SP, abastecimento público, irrigação e pesca.
Apenas em meados dos anos 80, o tema de conservação ambiental começou a ser pauta de políticos. Da Europa veio o exemplo da recuperação do rio Tâmisa, revivido por um projeto que durou 100 anos.
Com as leis ambientais entrando em vigor, e com o povo querendo seu rio de volta, o governo pediu um financiamento. Com ajuda do banco interamericano de desenvolvimento (BID), que é ligado ao Banco Mundial, foi adquirido o recurso para a primeira etapa.
Foi realizada a construção de estações de tratamento e coleta de esgoto.
O projeto começou a ser executado em 1995 e teve duração de três anos. O custo foi de 1,1 bilhões de dólares
Entre 2000 e 2008- Teve início a segunda fase, custeada em 600 milhões de dólares, aumentando a porcentagem da coleta dos esgotos.
Na terceira e última etapa, prevista para terminar em